quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

UTI neonatal de Canguçu é fechada por falta de médicos

O local funcionava com quatro médicos, enquanto a exigência do Estado é de, no mínimo, nove profissionais

Fonte: Site Zero Hora - 29 de fevereiro de 2012 - Joice Bacelo - joice.bacelo@zerohora.com.br

Por determinação da Secretaria de Saúde do Estado, a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal do Hospital de Caridade de Canguçu, no sul do Estado - inaugurada há três meses para ampliar o atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS) - teve as portas fechadas. A causa seria o baixo número de profissionais: o local funcionava com quatro médicos, enquanto que a exigência do Estado é de, no mínimo, nove médicos.

O último paciente foi transferido no sábado. Desde o final de semana a Central Reguladora do Estado não encaminha bebês para o hospital, que nesta quarta-feira, segundo o diretor da instituição, Fernando Gomes, passa por um processo de esterilização. A UTI neonatal dispunha de 10 leitos e nos três meses de funcionamento havia prestado atendimento a 45 bebês.

De acordo com Fernando Gomes, a UTI foi inaugurada com apenas dois médicos e chegou a um efetivo de seis profissionais. A dificuldade na recomposição da equipe se deu, segundo ele, em função do período de férias.

— Os médicos que trabalham aqui são os mesmos que trabalham nas UTIs de Pelotas e Rio Grande. Procuramos no mercado, mas nessa época de férias é muito difícil. Agora vamos aumentar o valor remuneratório, como mais uma tentativa de reformular a equipe — diz Fernando Gomes.

O local só voltará a funcionar depois que a direção do hospital comprovar a contratação da equipe médica e garantir o cumprimento da contratualização ao governo do Estado. O diretor do Hospital de Caridade de Canguçu não deu prazo para concluir as adequações.

Entenda o caso

A UTI neonatal do Hospital de Caridade de Canguçu ganhou destaque com o drama da funcionária pública de Santa Vitória do Palmar Elisiane San Martin, 34 anos, que precisou esperar por dois dias e fazer uma viagem de mais de 500 quilômetros para dar à luz filhos gêmeos, em outubro do ano passado.

Com o caso, a deficiência de leitos no Estado veio à tona e despertou para um entrave burocrático de quase nove meses. A UTI neonatal de Canguçu tinha a disponibilidade de 10 leitos e estava pronta para atendimento desde fevereiro de 2011, mas não funcionava porque aguardava a liberação do governo e o credenciamento para o atendimento via SUS.

A liberação foi publicada no Diário Oficial da União ainda no mês de outubro e a inauguração ocorreu no dia 13 de novembro.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Teste do olhinho e cirurgia de catarata estão entre as principais demandas de oftalmologiastas ao governo

Especialistas e legisladores irão debater políticas públicas de saúde ocular no Senado Federal

Fonte: Site Zero Hora - 27 de fevereiro de 2012.

A inclusão do Teste do Olhinho na rede pública de saúde e a realização de mais cirurgias de catarata no país devem pautar a discussão entre parlamentares, secretários de saúde e especialistas durante o 4º Fórum Nacional de Saúde Ocular, no Senado Federal, em Brasília, nesta quarta-feira. Realizado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o evento tem como objetivo debater com os legisladores as atuais condições da saúde ocular do brasileiro e os mecanismos mais indicados para a melhoria do atendimento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 33 mil crianças brasileiras são cegas por doenças oculares que poderiam ter sido evitadas ou tratadas precocemente. Por outro lado, o número de cirurgias de catarata no Brasil, historicamente, é inferior ao preconizado pela OMS. Para o CBO, o impacto social da cegueira e a grande prevalência da catarata entre a população mais idosa devem ser levados em conta na formulação de políticas públicas.

— Sem que nossos legisladores conheçam a situação atual, as tendências e o que pode ser feito no curto, médio e longo prazo, não há como obter as conquistas que podem alterar os destinos de tantos brasileiros que têm suas condições de vida e de inserção social afetadas pelas baixas condições de visão — diz o presidente do CBO, Marco Antônio Rey de Faria.

A reivindicação é que o Sistema Único de Saúde (SUS) garanta a realização de pelo menos 390 mil cirurgias de catarata por ano, enquanto que outras 180 mil sejam realizadas pelo setor privado, totalizando 540 mil procedimentos anuais. Entretanto, esse número seria suficiente apenas para eliminar a cegueira instalada. Para evitar que mais brasileiros fiquem cegos por catarata, estima-se que seriam necessárias 720 mil cirurgias de catarata por ano.

Formação de especialistas no país, bem como causas, prevalências e tratamentos de diversas doenças que atingem milhares de brasileiros, tais como catarata, glaucoma, retinopatia diabética e refração ocular também estão na pauta do encontro.

Saúde ocular do brasileiro em números

Um levantamento feito pelo Conselho aponta que o Brasil tem mais de 1 milhão de cegos, 5 milhões de pessoas com perda visual severa, 68 milhões de míopes e 7 milhões de pessoas com miopia degenerativa. Veja os dados detalhados:

:: 1.158.000 é o total estimado de cegos no Brasil

:: Existem cerca de 5,3 milhões de brasileiros com perda visual severa

:: Aproximadamente 15 milhões de crianças em idade escolar têm problemas de refração que podem refletir em problemas de aprendizado, autoestima e inserção social

:: A população de míopes é estimada entre 21 e 68 milhões; entre 2 e 7 milhões de brasileiros têm miopia degenerativa

:: Cerca de 350 mil pessoas ficaram cegas por causa da catarata

:: Estima-se que entre 2 e 3% da população brasileira acima de 40 anos tenham glaucoma

:: Diabéticos têm 30 vezes mais chance de perderem a visão

:: 3 milhões de brasileiros acima de 65 anos sofrem de Degeneração Macular Relacionada à Idade

:: Em 2011, 14.182 transplantes de córnea foram realizados no país

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Anvisa propõe mudanças em rótulos de medicamentos

Resolução está sob consulta pública no site da agência

Fonte: Site Zero Hora - 14 de fevereiro de 2012.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende estabelecer novas regras para a rotulagem de medicamentos. As informações contidas nos rótulos possibilitam a identificação dos agentes químicos que compõem o remédio, instrui sobre formas corretas de armazenamento do produto e ajudam no rastreamento do local de fabricação em caso de problemas em lotes específicos.

Com as mudanças, a Anvisa pretende aprimorar o conteúdo dos rótulos dos medicamentos registrados no país. Quem poderá se beneficiar são os pacientes, que contarão com informações mais claras e objetivas, a fim de observarem uma menor poluição visual nas caixas de remédios.

Para Claudia Fadiga, especialista e professora do curso de pós graduação em Assuntos Regulatórios pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), é importante ter cuidado no uso dos medicamentos, pois eles podem ter efeito oposto se forem mal administrados.

— A correta administração é essencial para se obter a eficácia da medicação. Pacientes contam com as orientações do médico e do farmacêutico, mas são nas embalagens que encontramos detalhes gerais, como o nome e endereço da empresa detentora do registro do medicamento — considera a especialista.

Uma das exigências da resolução é que conste no rótulo a logomarca da farmacêutica titular do registro. A proposta quer instituir ainda a necessidade de que os rótulos dos medicamentos de uso restrito a hospitais passem a conter a frase "Proibida venda ao comércio", em caixa alta. Assim, eles não poderão ser comercializados em farmácias ou drogarias do Brasil, o que ajudaria a combater a automedicação.

A Anvisa submeteu a proposta de resolução a consulta pública no dia 31 de janeiro. Até 31 de março, a agência estará recebendo críticas e sugestões por meio de seu site (www.anvisa.gov.br).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Entidades se unem pelo cumprimento da EC 29

Fonte:  ABRASUS - 09 de fevereiro de 2012.

A Abrasus, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional RS e diversas outras entidades da Saúde uniram-se em um movimento pelo cumprimento da Emenda Constitucional 29 no Estado. O encontro de formação do grupo ocorreu na tarde do dia 6, na sede da OAB/RS. A intenção é sensibilizar a sociedade e pressionar o governo gaúcho a aplicar 12% de suas receitas tributárias líquidas no setor, conforme manda a lei.

O deputado Darcísio Perondi, presidente da Frente Parlamentar da Saúde, participou da reunião e apresentou os números do investimento do RS desde o ano de 2000 – ano em que foi aprovada a emenda. Segundo o parlamentar, dos 27 estados brasileiros, 18 cumprem a regra. O Rio Grande do Sul é o que investe o menor índice de sua arrecadação, aproximadamente 5,5%.

O presidente da OAB/RS, Cláudio Lamachia, concordou: “A sociedade não pode mais conviver com esta situação. Queremos que nossa pujança econômica repercuta na Saúde”. Terezinha Borges, presidente da Associação Brasileira em Defesa dos Usuários dos Sistemas de Saúde (Abrasus), relatou as visitas da entidade a postos da Capital. “Faltam médicos e funcionários administrativos, e muitas estruturas deixam a desejar”, declarou.

O encontro contou ainda com a presença de representantes do Conselho Regional de Medicina, Federação das Santas Casas, Federação dos Empregados da Saúde do RS, Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RS, entre outros.

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