sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Confirmado caso de dengue hemorrágica em Ijuí

Paciente internada no Hospital da Unimed está fora de perigo, segundo médico responsável

Fonte: Site Zero Hora - 26 de fevereiro de 2010.

Foi confirmado na manhã de hoje o primeiro caso de dengue hemorrágica em Ijuí, no noroeste do Estado. Trata-se de uma mulher internada no Hospital da Unimed. A confrmação foi do médico Ricardo Pittas, que acompanha a paciente.

— É a primeira vez que esta paciente tem dengue. A doença evoluiu para dengue hemorrágica, mas ela não precisou ser transferida para a UTI, pois a fase crítica já passou. Ela tem apresentado melhoras e está fora de perigo. Os pacientes com dengue apresentam considerável queda das plaquetas, o que deixa  a pessoa debilitada e também pode ocasionar hemorragias, por isso o nome da doença — disse Pittas.

Segundo o gerente administrativo do hospital, Günter Melchiors, outra mulher, uma gestante de 27 anos, também está sendo monitorada, apesar de apresentar um quadro clínico mais estável.

O coordenador regional de saúde, Erlon Beck, e o médico do Ministério da Saúde, Rivaldo Venêncio da Cunha, que foi encaminhado a Ijuí para acompanhar ações contra a epidemia, visitaram a paciente no Unimed.

— Segundo Cunha, todos os indícios são realmente de dengue hemorrágica — afirma Beck.

De acordo com o diretor administrativo do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), Airton Buss Junior, o hospital tem 14 pessoas internadas com sintomas de dengue, mas nenhuma com suspeita de dengue hemorrágica. A Secretaria Municipal da Saúde ainda não foi notificada de nenhum caso suspeito de dengue hemorrágica na cidade.

Epidemia de dengue avança em oito Estados

Em São Paulo e Paraná, número de casos detectados neste ano já alcança o registrado em 2009

Fonte: Site Zero Hora - 26 de fevereiro de 2010.

O Ministério da Saúde promete para hoje a divulgação de um mapa completo da dengue no Brasil, mas as informações obtidas até o momento revelam uma preocupante escalada da doença. Em pelo menos seis Estados, a enfermidade atingiu o status de epidemia.

A explosão do número de doentes se deve sobretudo aos dias de calor intenso, só amenizados por chuvas constantes.

– Em períodos muito quentes e chuvosos, aumenta o número de criadouros do mosquito, em poças de água e nichos. E no calor, o mosquito Aedes aegypti se torna mais ativo. Associado às altas temperaturas, há um fator comportamental. Hoje em dia a movimentação de pessoas é muito grande, criando um cenário propício para o aumento dos casos – explica Jair Ferreira, epidemiologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Seis Estados já integram a lista da epidemia de dengue: Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Em São Paulo, a estimativa do governo estadual é de que os casos já passam de 7 mil neste ano – quase o número registrado em todo 2009. Em Mato Grosso do Sul, há 43 cidades com incidência considerada alta: maior do que 300 casos por 100 mil habitantes. No Paraná, já foram feitas 3 mil notificações da dengue neste ano, com 530 confirmações – em 2009, foram 893 casos confirmados o ano inteiro. A primeira morte do Estado, em Londrina, foi confirmada ontem – algo que não ocorria desde 2002. No Rio Grande do Sul, o Hospital de Caridade de Ijuí reservou ontem uma ala com 50 leitos a pacientes com suspeita de dengue. Onze dos leitos já estavam ocupados.

A possibilidade de o vírus dos casos registrados em Ijuí ser de uma tipagem diferente da do surto que atingiu Giruá em 2007 é outro fator preocupante, como mostra o exemplo do Paraná.

– Quando há mais de um tipo de vírus em circulação juntos, e no Paraná estão circulando os três, aumentam as chances de uma pessoa sofrer uma segunda infecção por uma cepa diferente de vírus e desenvolver a dengue hemorrágica, em que, de cada cinco casos, três resultam em óbito – diz o secretário estadual de Saúde, o médico sanitarista Gilberto Martin.

Ijuí destinou uma equipe só para atender doentes

Devido a tantos sinais de alerta, a estratégia escolhida pelas autoridades tem sido a de prevenir e tentar diagnosticar os casos com rapidez. Em Ijuí, o Hospital de Clínicas está com uma equipe destinada exclusivamente para o atendimento a pessoas com suspeita de dengue (60 profissionais se revezam 24 horas por dia). Mesmo assim, a orientação segue sendo para que os moradores com sintomas de dengue procurem primeiro as unidades básicas de saúde dos bairros, que contam com profissionais capacitados para identificar a doença.

A cidade gaúcha também se assustou com a temida dengue hemorrágica. Uma mulher de 61 anos foi examinada, mas a suspeita não foi confirmada. De acordo com o médico que está acompanhando a paciente, Celso da Silva Mello, tratava-se de caso da dengue clássica, e a paciente já havia apresentado melhora.

Ontem à tarde, a prefeitura pôde dar continuidade aos trabalhos com a chegada de mais inseticida. A área de aplicação do fumacê foi ampliada. Segundo o secretário municipal de Saúde, Claudiomiro Pezetta, 244 quarteirões da cidade receberão o veneno para eliminar o mosquito.

Municípios próximos a Ijuí também começaram ontem a adotar medidas de prevenção. Apesar de não ter registrado nenhum paciente com suspeita de dengue, Santiago, distante a 220 quilômetros do foco da contaminação, decretou alerta epidemiológico. Seis agentes de saúde monitoraram armadilhas espalhadas para pegar o mosquito em bairros da cidade.

*Colaborou Leila Endruweit 

Como Calae venceu a doença

Leandro Belles

O mecânico Adalberto Calae, 65 anos, foi um dos primeiros moradores de Giruá a ser contaminado com a dengue, no surto de 2007. Neste ano, o pequeno município, no noroeste do Estado, foi aterrorizado pela doença. Em poucas semanas, haviam mais de 230 casos suspeitos.

Ele recorda que acordou na madrugada de um domingo com fortes dores de cabeça e com febre alta. Levantou da cama e não dormiu mais. No final do dia, foi até um posto médico para procurar ajuda. Ele suspeitava que havia sido vítima da picada do mosquito.

– O médico me disse que era impossível, que não existia dengue no Rio Grande do Sul e muito menos em Giruá. Como já havia papo de que tinha o mosquito por aqui suspeitei – conta.

Medicado, Adalberto retornou para casa, mas não melhorou. Na segunda-feira, procurou outro médico que lhe repetiu a conversa do primeiro atendimento. Com febre ainda alta e dores no corpo, recebeu o diagnóstico de uma virose. Insatisfeito, pediu novamente que o teste da dengue fosse feito. A partir daí, começou a ser acompanhado pelo médico. Uma semana depois dos primeiros sintomas, quando seu estado de saúde havia melhorado, o resultado confirmou sua desconfiança: era dengue.

– Foi um susto, mas como já estava melhor, relaxei. Por sorte, ninguém da família pegou a doença – recorda.

Durante os sete dias em que esteve doente, o mecânico não foi ao trabalho e emagreceu quase 10 quilos. A mulher e seus dois filhos ficaram em prontidão para cuidar do pai.

O medo de contágio rondou a casa dos Calae por semanas. Agora, com a volta da doença na região, eles ajudam a prefeitura na vigilância de possíveis focos de dengue. Por já terem vivido o problema, querem evitar que a história se repita com outras famílias.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Prefeito de Ijuí decretará situação de alerta epidemiológico

Município tem sete casos confirmados de dengue e protagoniza ofensiva contra o mosquito

Fonte: Site Zero Hora - 23 de fevereiro de 2010.

O prefeito de Ijuí, Fioravante Ballin, vai decretar situação de alerta epidemiológico no município do noroeste do Estado ainda nesta manhã. Desde ontem, equipes da prefeitura deram início ao combate ao mosquito nas ruas do bairro São Paulo, considerado o foco da contaminação. Segundo Ballin, a situação está sob controle.

Ainda assim, o prefeito decidiu que encaminhará o decreto, que permite a contratação emergencial de técnicos e de materiais, sem a necessidade de concurso, agilizando o combate. Para hoje, estavam previstas novas nebulizações no bairro mais atingido e na área ao redor dele. Desde a noite de ontem, porém, chove sem parar no município, o que inviabiliza o trabalho.

Se o mau tempo continuar, nem as duas caminhonetes equipadas com nebulizadores enviadas ontem pelo governo do Estado poderão entrar em ação. Para a tarde de hoje, é esperada a chegada do secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, ao município. Ele deve se reunir com o prefeito para reavaliar a estratégia contra a dengue, que deve passar a contar com o apoio do Exército.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Casos de dengue em Ijuí acendem alerta no Estado

Foram confirmados por laboratório do Estado sete casos da doença, que não era contraída em território gaúcho desde 2007

Fonte: Site Zero Hora - 22 de fevereiro de 2010.
Começa hoje uma força-tarefa que tentará deter um surto de dengue em Ijuí. De 11 casos suspeitos analisados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), sete foram confirmados.
 
O Rio Grande do Sul não registrava casos autóctones – que se originaram no Estado – desde 2007 quando houve um situação similar em Giruá, na região Norte.
 
Os resultados dos exames são preliminares, mas o secretário estadual de saúde, Osmar Terra, classificou o caso como surto epidêmico. O Ministério da Saúde já foi notificado. Na luta para evitar a propagação da doença, bombas costais e unidades de pulverização pesada serão encaminhadas ao município, além de 20 técnicos da secretaria. O objetivo é mapear a situação e iniciar a ação contra o mosquito transmissor da enfermidade, o Aedes aegypt.
 
Em 2007, quando houve o surto em Giruá, somaram-se 268 casos autóctones no Rio Grande do Sul. Em 2008 e 2009 não foram registrados nenhum. Na terça-feira, Terra reúnirá em Porto Alegre prefeitos e secretários das 53 municípios em que há foco do mosquito para estabelecer medidas preventivas.
 
A força-tarefa deve ser semelhante à de Giruá, somando ações da prefeitura, Defesa Civil, Brigada Militar e Secretaria Estadual de Saúde. Segundo o secretário, todas as casas deverão ser visitadas e dedetizadas por agentes. A limpeza urbana deve ser intensificada e serão instaladas armadilhas para o mosquito nas BRs e próximo a postos de gasolina. As armadilhas, pneus com água constantemente analisados pelas equipes de prevenção, pretendem controlar a chegada do mosquito a regiões vizinhas. Segundo Terra, é comum a transmissão para as cidades ocorrer por meio dos veículos que circulam nas estradas.
 
O resultado dos exames definitivos, feitos no Laboratório Adolfo Lutz em São Paulo, deve sair apenas amanhã. No entanto, Terra acredita que o surto pode ser maior do que o de 2007.
 
– É um alerta para o Estado – diz o secretário.
 
Os municípios que têm ou tiveram foco do mosquito nos últimos 12 meses também terão ações preventivas. Para Terra, a preocupação deve ser maior nessas cidades e na região Noroeste. O Ministério da Saúde confirmou no último dia 18 que cinco Estados estão em situação de epidemia de dengue. São eles: Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima.
 
Os doentes se recuperam em casa.
Entrevista: “Esse surto deve ser maior”
 
Em abril de 2007, um surto de dengue em Giruá, região Norte, assustou o Rio Grande do Sul. Na entrevista a seguir, o secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, conta que atitudes foram tomadas na época e quais são as perspectivas para o surto na cidade de Ijuí.
 
Zero Hora – Como foi combatido o surto que ocorreu em abril de 2007 no município de Giruá?
 
Osmar Terra – Foi feita uma força-tarefa entre o Estado, Giruá e os municípios da região afetada. Várias áreas estavam envolvidas, a Brigada Militar, a Defesa Civil e uma equipe da Secretaria de Saúde, incluindo agentes de saúde da família. Foi um grande mutirão. A prefeitura mobilizou toda a infraestrutura necessária, principalmente para a limpeza urbana, que é muito importante. O foco do mosquito, na maioria das vezes, se dá no lixo que fica nas ruas e nos quintais. Em alguns casos, é preciso aterrar locais alagados, além de reforçar o cuidado nos cemitérios, nas borracharias e nos ferros-velhos. Com uma autorização de um juiz da cidade, também se conseguiu entrar nas casas que estavam fechadas para realizar a limpeza e a dedetização. Foi um grande esforço coletivo.
 
Zero Hora – O que deve ser feito em Ijuí?
 
Terra – Conversei com o prefeito, e ele deve coordenar em nível local. Deve-se mobilizar todas as secretarias do município mais a Defesa Civil. Está havendo uma conjugação de forças para ajudar. Espera-se fazer outro grande mutirão com a participação dos municípios vizinhos. Haverá também divulgação na TV e no rádio. É importante salientar que, diferentemente da gripe A, que passa de pessoa para pessoa, a dengue precisa do mosquito. Deve-se colocar armadilhas nas BRs e próximo a postos de gasolina para detectar se o mosquito está indo de uma cidade a outra ou não. O mais importante é fazer um grande esforço e logo, por isso não esperamos os exames definitivos. Quanto mais cedo começar, mais cedo o risco termina.
 
Zero Hora – Quais são as expectativas desse surto em relação ao que aconteceu em Giruá em 2007?
 
Terra – Acredito que esse surto deva ser maior porque a população é superior. Em Giruá, eram cerca de 20 mil habitantes e em Ijuí são quase 100 mil. A cidade também tem uma economia mais ativa, o que pode colaborar para propagar o surto de forma mais rápida. É preciso maior empenho.
 
Zero Hora – Em 2007, acreditava-se que a proximidade com a Argentina poderia explicar o surto. Quais seriam os motivos agora?
 
Terra – Sempre que acontece um surto grande de dengue em Mato Grosso do Sul (como está ocorrendo agora), há interferência aqui. Isso se explica pelo fato de que grande parte daquele Estado foi colonizado pela população do noroeste do Rio Grande do Sul. Em 2007, o surto ocorreu depois da Semana Santa, agora depois do Carnaval. As férias e os feriados aumentam o risco, porque o intercâmbio entre as famílias permanece ativo.
A diferença
 
- Epidemia – Quando uma doença infecciosa e transmissível ocorre em uma comunidade ou região e pode se espalhar rapidamente entre as pessoas de outras regiões
 
- Surto – epidemia restrita a um espaço extremamente delimitado: quartel, colégio, bairro ou pequeno município.
 
- Pandemia – É uma epidemia que atinge grandes proporções, podendo se espalhar por um ou mais continentes ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes ou destruindo cidades e regiões inteiras.
 
Dezenas de moradores procuram hospital
Mesmo antes da confirmação dos casos de dengue em Ijuí, a possibilidade de um surto da doença já vinha preocupando a população. No fim de semana, foi intensa a procura por atendimento no Hospital de Caridade de pessoas com sintomas semelhantes aos da enfermidade – febre, vômitos, dores no corpo e erupções cutâneas. Segundo o coordenador regional de Saúde, Erlon Beck, mais de 150 pessoas procuraram atendimento desde a noite de sexta-feira.
 
No sábado, equipes da vigilância epidemiológica de Ijuí fizeram buscas minuciosas por focos do mosquito em dois bairros do município – São Paulo e Progresso – onde reside grande parte das pessoas com suspeita de dengue. Foram encontradas larvas nos dois locais, mas ainda não há confirmação que sejam do mosquito transmissor da doença. O resultado dos exames deve ser divulgado hoje.

Prefeitura se mobiliza para caçar mosquito

Hoje pela manhã, deverão ser colocados em prática os planos para controle da disseminação da doença. O secretário municipal de Saúde, Claudiomiro Pezzetta, disse que já mobilizou as equipes.
 
– Serão duas frentes de ação. Vamos em busca do extermínio dos mosquitos, que transmitem a doença. A outra ação será a limpeza da cidade, sobretudo dos lugares com possíveis focos da dengue. Já contatei com a Secretaria de Obras, que irá ajudar nessa demanda.
 
De acordo com Pezzetta, para desafogar os plantões dos hospitais de Ijuí, a prefeitura vai oferecer uma equipe em um posto de saúde no centro da cidade para atender as pessoas com sintomas parecidos com os da dengue.
 
Hoje pela manhã, uma reunião da Coordenadoria Regional de Saúde com representantes da prefeitura deverá definir qual será esse local e o horário de atendimento da população.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Maioria das farmácias do Brasil tem liminar contra nova regra

Cerca de 60 mil drogarias conseguiram autorização judicial que as desobrigam a cumprir a medida

Fonte: Site Zero Hora - 18 de fevereiro de 2010.

A resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regulamenta a venda de produtos de conveniência e medicamentos em farmácias entra em vigor hoje, mas sem validade completa. Cerca de 60 mil drogarias conseguiram autorização judicial que as desobrigam a cumprir a medida, o que, segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), corresponde à maioria das farmácias do Brasil (veja ao lado as novas regras).

A resolução proíbe a venda de produtos alheios à saúde, como comidas e bebidas, e determina que os remédios sem prescrição médica fiquem atrás do balcão. Para a Abrafarma, isso restringe o poder de escolha do consumidor, que terá mais dificuldade de comparar preços. Além disso, de acordo com a associação, a proibição da venda de produtos alheios à saúde poderia provocar alta nos preços.

— Hoje, a venda de produtos de conveniência ajuda a subsidiar os preços baixos de medicamentos — diz Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma.

Para ele, o Brasil está indo na contramão de outros países:

— No mundo inteiro, a farmácia amplia seus serviços. Só o Brasil restringe a sua atuação.

Já o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo defende o cumprimento da RDC 44/2009. O diretor do órgão Pedro Menegasso acredita que a função da farmácia tem se desvirtuado:

— Trata-se de estabelecimento diferenciado, pois lida com produtos que, se mal administrados, podem matar. Não dá para prestar um serviço de saúde adequado no meio da bagunça que virou a farmácia.

Menegasso relata conhecer drogarias que vendem até bebida alcoólica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pelas Ruas: em meio ao calor, pacientes enfrentam longas filas no Hospital Conceição

Aposentado esperou quase três horas para ser atendido

Fonte: Site Zero Hora - 3 de fevereiro de 2010.

Em meio às temperaturas elevadas desta manhã na Capital, pacientes encaram longas filas para marcação de exames e atendimento no laboratório do Hospital Conceição. Uma das filas vai da entrada principal até a passagem da emergência.

O aposentado Gislem Soares, 75 anos, chegou no local por volta das 6h, mas só foi atendido às 8h45.

— É uma fila enorme, muito desorganizada. Há pessoas brigando e lá dentro não tem ventilador. É um calor absurdo — reclama.

A aglomeração de pacientes também ocorre no laboratório da instituição hospitalar. A dona de casa Carine Velho de Lima reclama do calor no local.

— A sala sempre foi muito cheia, mas hoje o ar condicionado não dá conta. É só um aparelho e tem muita gente lá dentro — conta.

Segundo a direção do hospital, o acúmulo de pacientes ocorre devido à abertura da marcação de exames das áreas de neurologia, cardiologia e urologia para os meses de março, abril, maio e junho. O prazo para marcação termina na semana que vem, mas a direção garante que todos os pacientes que estão nas filas conseguirão agendar atendimento.

— Quero tranquilizar as pessoas, visto que há consulta pra todo mundo. Não tem problema, só que se acumula todo mundo no mesmo dia. Nós estamos tentando informar as pessoas e organizar isso — garante o coordenador do ambulatório do hospital, José Fossari.

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